Cochonilha
26 de março de 2020

Alelopatia em Pitayas

No bioma vegetal, plantas podem interagir de maneira positiva, negativa ou neutra. É comum que as plantas vizinhas interajam de negativamente de maneiras que a emergência e ou o crescimento de uma ou ambas seja inibido.

A liberação de metabólitos secundários, provocando toxidez em plantas vizinhas, inibindo o desenvolvimento do cultivo. Os compostos provenientes do metabolismo secundário das plantas apresentam propriedades semelhantes à de um composto químico sintético, podendo desta forma substituí-lo, reduzindo-se a utilização destes e seus impactos. A alelopatia desfavorável ou negativa é um fator ou um conjunto de fatores que resultam na inibição do desenvolvimento de plantas vizinhas e com raízes entrelaçadas. Temos alguns exemplos de plantas que liberam aleloquímicos, os quais  inibem o crescimento de plantas próximas, o que aponta uma possível utilização da planta como 'bioherbicida' no combate de plantas daninhas!

No cultivo de hortaliças é frequente a inibição na germinação e no desenvolvimento das plantas, o que caracteriza um efeito alelopático significativo do eucalipto.

O girassol pode produzir aleloquímicos que inibem o crescimento de plantas próximas, com isso o manejo e a disposição de vegetais em nossos pomares de Pitaya devem ser manejados por profissionais qualificados na escolha e substituição de plantas nativas.

Se utiliza plantas nobres, como as fabáceas, pois atendem a necessidade de equilíbrio hídrico e térmico além de incrementarem nitrogênio, através das bactérias nitrificantes e seus próprios resíduos. Isso é bem visível em Pitayas pelo agravante dessa cultura possuir raízes flutuantes, necessita de uma cobertura de solo eficiente.

O fenômeno da alelopatia é o inverso de competição, pois introduz substancias químicas no ambiente, enquanto competição retira do ambiente fatores favoráveis como sol, água, gás carbônico e nutrientes.

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